A votação é um procedimento de escolha pelo qual um grupo de pessoas pode tomar decisões de forma imparcial quando nem todos estão de acordo. A votação tem papel fundamental no sistema político chamado democracia. Na democracia, as pessoas utilizam a votação para escolher os líderes governamentais. Elas votam também para decidir a respeito de determinadas leis ou projetos para sua comunidade. O direito de votar é chamado sufrágio.

Eleições

Quando um grupo de pessoas vota para escolher seus representantes, dizemos que ocorre uma eleição. Em qualquer eleição, para qualquer cargo, as pessoas que querem ser eleitas são chamadas de candidatos e, em geral, fazem campanha para conseguir votos. Há eleições, por exemplo, para escolher o presidente do grêmio de uma escola, o presidente do clube e o síndico do prédio.

No âmbito da política, são escolhidos os representantes do povo para os cargos de governo. Em geral, os candidatos fazem campanha antes da eleição para tentar convencer os votantes de que são as pessoas mais indicadas para o cargo. As campanhas incluem comícios (em que o candidato faz um discurso para a população), bem como anúncios na televisão e em outros meios de comunicação.

No dia da eleição, as pessoas vão até um posto de votação. No Brasil esse lugar se chama zona eleitoral. As zonas eleitorais são instaladas em escolas, centros comunitários ou outros edifícios públicos. Lá, os eleitores votam no candidato que escolheram. Eles usam uma máquina para fazer sua escolha, ou a indicam em um documento de papel chamado cédula. A escolha deve ser secreta. Depois das eleições, as máquinas ou as pessoas que trabalham na eleição contam os votos que cada candidato recebeu. O candidato com o maior número de votos vence a eleição.

O direito de votar

Cada país onde há eleições define suas próprias regras para estabelecer quem tem o direito de votar. Hoje, a maior parte dos países autoriza quase todos os cidadãos adultos a votar. Às vezes, as pessoas que cometeram crimes graves não podem votar. Em geral, as pessoas que têm certo tipo de incapacidade mental também não podem votar.

No passado, muitos países autorizavam somente os homens brancos a votar. Nos Estados Unidos, os homens negros obtiveram o direito de votar em 1870, depois do fim da escravidão. A Nova Zelândia foi o primeiro país a permitir o voto feminino, em 1893. Na Alemanha e no Reino Unido, esse direito foi conquistado em 1918; na Suécia, em 1919; nos Estados Unidos, em 1920. Na maioria dos outros países, as mulheres conquistaram o direito de votar a partir dos anos 1930 e 1940. Na Suíça, elas só conseguiram esse direito em 1971; no Iraque, em 1980. Os negros da África do Sul votaram pela primeira vez em eleições nacionais em 1994.

Eleições no Brasil

No Brasil, a primeira lei eleitoral foi promulgada após a independência, em 1822. Quando a República foi proclamada, em 1889, nem todos os cidadãos tinham o direito de votar, só os homens alfabetizados e com certa renda. Menores de 21 anos, mulheres, analfabetos, mendigos e indígenas, entre outros, não podiam votar.

O voto direto para os cargos de presidente e vice-presidente da República apareceu apenas em 1891, e foi só em 1932, no governo de Getúlio Vargas, que uma nova lei eleitoral foi promulgada. As mulheres conquistaram então o direito de votar, e o voto passou a ser obrigatório.

Durante a ditadura militar (1964-1985), o direito de votar dos cidadãos foi limitado, e o voto direto para os principais cargos, como presidente da República, governador de estado e prefeito, foi revogado por muitos anos, sendo reabilitado só em 1985. A mesma emenda concedeu direito de voto aos maiores de 16 anos e aos analfabetos.

Em 1988, a nova Constituição estabeleceu eleições diretas com dois turnos para presidente da República, governador e prefeito. Também manteve o voto facultativo para os analfabetos, jovens de 16 a 18 anos e idosos com mais de 70 anos.

Nos anos 1990, foram implantadas urnas eletrônicas no país. Até hoje, e ao contrário da maioria dos outros países democráticos, o Brasil mantém a obrigatoriedade do voto. Ele é secreto. Isso quer dizer que ninguém pode ser obrigado a votar em quem não quer. Forçar um eleitor a votar em determinado candidato é considerado crime.

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