O termo world music, ou “música étnica”, foi criado pelos americanos e ingleses para designar todos os tipos de música que não fazem parte de suas principais correntes musicais, como a música pop ou o rock. Em geral, o termo se aplica a músicas cantadas na língua do país de origem de cada artista, e não em inglês. Porém a expressão não se refere a um único estilo musical. Diferentes tipos de música vindos, por exemplo, da África, da Ásia, da América do Sul, do Caribe e da Europa podem ser chamados de world music.

Os primeiros exemplos de world music a fazer sucesso apareceram na África, na década de 1980. Uma das primeiras estrelas foi King Sunny Ade, da Nigéria. Ele liderava um grupo de vários músicos, com guitarra, bateria e coristas. O estilo foi considerado uma novidade fora da África, e seus discos venderam muito.

O público se sentiu atraído pela world music por ela ser distinta de outros estilos de música popular e por ser uma expressão de culturas diferentes. Alguns artistas da música popular começaram a trabalhar com músicos de outros países e a incorporar instrumentos de outras culturas, como o rebab, de Java (na Indonésia), o dundun, da África, ou a tabla, da Índia. Em 1986, Paul Simon gravou com músicos da África do Sul o disco Graceland, que foi um dos mais vendidos daquele ano. Peter Gabriel criou o selo Real World para produzir e distribuir discos de artistas da África e da Ásia. David Byrne gravou com o cantor brasileiro Tom Zé. Em 1990, a revista musical Billboard começou a publicar uma lista dos discos de world music mais vendidos. Em 1991, foram concedidos os primeiros prêmios Grammy de world music.

Cesária Évora, de Cabo Verde; Nusrat Fateh Ali Khan, do Paquistão; Youssou N’Dour, do Senegal; e Lokua Kanza, do Congo, são artistas incluídos no gênero da música étnica. Artistas brasileiros de sucesso internacional, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento e Seu Jorge, também entram na categoria world music quando se apresentam fora do Brasil. O mesmo acontece com os grupos Gipsy Kings, da França, e o Buena Vista Social Club, de Cuba.

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