Os xavantes são índios do tronco linguístico macro-jê e vivem em terras indígenas localizadas no leste do estado de Mato Grosso. Havia cerca de 13 mil xavantes habitando essa área em 2007 (dados da Fundação Nacional da Saúde, Funasa).

História

Na década de 1940, durante o governo do presidente Getúlio Vargas, aconteceu a Marcha para o Oeste, com a expedição Roncador-Xingu. Essa marcha, que tinha entre seus integrantes os irmãos Vilas-Boas, tinha como objetivo desbravar a região Centro-Oeste do Brasil. Os índios xavantes ocupavam então uma vasta extensão de terras na área e tiveram que ser contatados pelos desbravadores.

No início, o contato foi difícil. Mas, aos poucos, os índios foram permitindo que os desbravadores se aproximassem. Em 1946, a troca de presentes entre um representante do Serviço de Proteção ao Índio e um líder xavante foi fotografada e divulgada nos jornais de todo o Brasil. Era o marco do contato amistoso entre xavantes e brancos.

As pressões pela posse das terras vieram em seguida. Fazendeiros, mineradores e exploradores de toda ordem foram se apossando das terras xavantes.

Os índios tiveram que lutar para reaver uma parte delas. Durante mais de trinta anos (a partir dos anos 1970), os xavantes se organizaram para defender seus direitos. Eles afinal conseguiram reaver uma porção das terras que ocupavam havia mais de 180 anos. É nelas que vivem atualmente.

O cacique deputado

O xavante Mário Juruna se destacou nessa luta. Ele ficou conhecido nacionalmente por sua insistência em falar com políticos e registrar num gravador as promessas que lhe faziam quando questionados sobre a causa indígena.

Sua atuação cresceu a tal ponto que Juruna se tornou o primeiro índio a ser eleito deputado federal no Brasil (pelo Partido Democrático Trabalhista, PDT, do Rio de Janeiro, em 1982). No Congresso Nacional, ele criou a Comissão do Índio, um órgão permanente da Câmara dos Deputados que defende os interesses indígenas. Mário Juruna morreu em Brasília, em 17 de julho de 2002, em decorrência de uma diabete.

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