O vírus zika é um agente infeccioso da mesma família dos vírus da dengue e da febre amarela.

O vírus

O vírus recebeu esse nome por causa da floresta Zika, em Uganda, onde foi isolado pela primeira vez no ano de 1947, quando cientistas o extraíram de um macaco do tipo reso. No ano seguinte, o vírus foi isolado a partir de mosquitos Aedes africanus coletados nessa mesma floresta. Anticorpos contra o vírus zika foram identificados em humanos pela primeira vez no início da década de 1950. Em seguida, descobriu-se que, em humanos, ele causa uma febre cujos sintomas são parecidos com os de outras doenças transmitidas por mosquitos, dentre elas a dengue e a chikungunya.

Os cientistas identificaram duas principais linhagens do vírus zika, uma africana e outra asiática, cada uma delas contendo diversas estirpes (ou categorias) de vírus. Estirpes pertencentes à linhagem asiática se espalharam para regiões distantes, inclusive partes da América. Acredita-se que o vírus tenha sido espalhado por meio de pessoas que viajaram de regiões afetadas para regiões anteriormente não afetadas.

Anticorpos para o vírus zika já foram encontrados em várias espécies animais, dentre elas elefantes, leões, zebras e roedores. Entretanto, acredita-se que primatas, tanto humanos quanto não humanos, sejam os maiores hospedeiros do vírus, com o mosquito Aedes — especialmente o Aedes aegypti e o Aedes albopictus — servindo como principal agente transmissor.

A febre

A maioria dos humanos que se infecta com o vírus zika não demonstra sintomas — apenas uma a cada quatro ou cinco pessoas infectadas fica doente. Quando os sintomas ocorrem, aparecem entre 3 e 12 dias após a transmissão e duram de 4 a 7 dias. Os sintomas geralmente incluem febre baixa, dor e inchaço nas juntas, dor muscular, dor de cabeça, conjuntivite e lesões avermelhadas na pele. A vermelhidão normalmente começa no rosto ou no tronco e depois se espalha para os membros. Algumas pessoas também apresentam perda de apetite, diarreia e vômito.

Não existe medicamento nem terapia específica para a febre provocada por esse vírus. O tratamento serve apenas para aliviar os sintomas. A probabilidade de transmissão pode ser reduzida através do uso de repelentes, de roupas que cubram os braços e as pernas, de telas nas janelas e de mosquiteiros tratados com inseticida. A eliminação da água parada, que serve como local de reprodução para os mosquitos, é fundamental para controlar as populações do agente transmissor.

Zika e microcefalia

Embora sempre tenha sido considerada uma doença de baixa gravidade, a febre provocada pelo vírus zika foi identificada como possível ameaça à saúde pública no início do século XXI, após surtos em locais fora da África e da Ásia, sendo o Brasil um dos países mais afetados. O vírus vem sendo associado a complicações neurológicas severas, dentre elas a microcefalia (diminuição anormal do tamanho da cabeça) em recém-nascidos. A relação entre o vírus zika e essas complicações ainda não está totalmente clara para os cientistas.

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