Localizado na região Norte, o Amazonas (sigla: AM) é o maior estado do Brasil, ocupando perto de um quinto do território do país. Sua capital é Manaus. Com área de 1.567.954 km2, o Amazonas tem uma população de 3.480.937 habitantes (censo de 2010).

Geografia

O Amazonas limita-se ao norte com o estado de Roraima e com a Venezuela; ao sul, com os estados do Acre, de Rondônia e de Mato Grosso; a leste, com o estado do Pará; e, a oeste, faz fronteira com a Colômbia e o Peru.

O Amazonas é constituído por terrenos sedimentares recentes, da era quaternária. Apesar de ser uma região plana, com menos de 100 metros de altitude em sua maior parte, é ali que se encontra o ponto mais alto do Brasil: o pico da Neblina, com 2.994 metros de altitude. O pico fica na serra Imeri, próximo à fronteira com a Venezuela.

O clima do Amazonas é quente e úmido. A temperatura média anual é superior a 26°C. Com exceção do leste, onde existe o período da seca entre julho e agosto, o estado recebe chuvas o ano todo.

O rio Amazonas atravessa o estado inteiro. Seus principais afluentes são os rios Negro e Japurá, na margem esquerda, e Juruá, Madeira e Purus, na margem direita.

Flora e fauna

A floresta Amazônica cobre todo o estado, distinguindo-se por dois tipos de mata: a mata de terra firme, onde a árvore dominante é a castanheira (que dá a castanha-do-pará); e a mata de várzea, em que a seringueira é a árvore principal.

A flora é composta por importantes árvores de madeira de lei, isto é, de qualidade, utilizadas em móveis e construções, como mogno, ipê, cedro e jatobá, e por plantas aquáticas, como a vitória-régia. Também há uma grande variedade de plantas medicinais, como andiroba, copaíba e aroeira. São inúmeras as frutas regionais, todas elas com alto valor nutritivo, como guaraná, açaí, bacaba, buriti, camu-camu, cupuaçu, graviola, ingá, taperebá (ou cajá) e tucumã. A pupunha é uma palmeira cujo tronco dá origem ao palmito pupunha, macio e saboroso.

O Amazonas abriga uma imensa diversidade de aves, mamíferos, peixes, répteis e invertebrados. A onça-pintada é o mamífero mais temido. Outros mamíferos típicos do estado são a anta, o bicho-preguiça, a capivara (o maior roedor do mundo), o cachorro-vinagre, a cutia (pequeno roedor), a jaguatirica (semelhante à onça-pintada porém menor), a suçuarana, também chamada de puma ou onça-parda (menor que a onça-pintada, de cor bege ou castanha) e o tamanduá-bandeira. Além disso, há inúmeras espécies de macacos, cobras e jacarés. Existe também uma grande variedade de belas aves, como a arara, o tucano e muitas outras.

População

O Amazonas é um estado pouco povoado: tem apenas 1,51 habitante por quilômetro quadrado. Aproximadamente 40 por cento da população vive na área rural, ao longo dos rios, dependendo do transporte fluvial para se locomover.

Quase toda a população é constituída de caboclos, ou seja, mestiços de índios e brancos. O Amazonas é o estado que concentra a maior população indígena do Brasil: 168,7 mil dos cerca de 800 mil índios (censo de 2010). O município de São Gabriel da Cachoeira, no noroeste do Amazonas, é o município com maior número de indígenas: 29 mil. São cerca de 33 grupos, a maioria ticunas que vivem no alto curso do rio Solimões (nome do Amazonas antes de se encontrar com o rio Negro, que é seu afluente). Há muitos nordestinos e seus descendentes, que foram para o estado no Ciclo da Borracha e, mais tarde, durante a construção da Rodovia Transamazônica. Essa estrada foi uma obra iniciada em 1970 com o objetivo de atravessar os estados de Paraíba, Ceará, Piauí, Maranhão, Tocantins, Pará e Amazonas. Ela atingiria 5.000 quilômetros de extensão, mas nunca chegou a ser concluída.

A principal cidade do estado é a capital, Manaus, onde vive grande parte da população. Ela é o centro industrial e comercial do estado. A segunda maior cidade é Parintins, próximo à divisa com o Pará, na margem direita do Amazonas. É lá que acontece, no final de junho, o Festival Folclórico de Parintins, uma celebração ligada ao boi-bumbá e a outras lendas e costumes da região.

Economia

Vários produtos vegetais são explorados na floresta Amazônica, como borracha, castanha-do-pará, madeira, sementes e fibras.

Entre os minérios, destacam-se ferro, manganês, linhito, cassiterita, gás e petróleo. A pesca nos rios é importante fonte de renda. Na agricultura, a juta, o guaraná e a mandioca são as culturas mais importantes, seguidas por banana, cana-de-açúcar, feijão e laranja. A criação de gado bovino ocupa os campos de várzea e tem se expandido muito na região.

A indústria está concentrada na capital, onde há fábricas para beneficiamento de borracha, castanha-do-pará e madeira, além de moinhos de trigo, tecelagem de juta e refinaria de petróleo. A Zona Franca de Manaus, criada em 1967, é muito importante para a economia local, gerando empregos e desenvolvendo a região. É um distrito industrial com vantagens fiscais, isto é, as empresas pagam menos ou nenhum imposto em troca de se instalarem ali. Esse distrito abriga indústrias das áreas eletrônica, termoplástica, óptica, metalúrgica, química e de informática, bem como fábricas de relógios, motos, bicicletas, canetas, isqueiros e brinquedos.

História

Pelo Tratado de Tordesilhas (1494), o Amazonas pertencia à Espanha. O primeiro explorador a percorrer o estado foi o espanhol Francisco de Orellana, que desceu o rio Amazonas da nascente até a foz (1539–42). Devido às dificuldades encontradas, a Espanha adiou os planos de colonização.

Imediatamente, a Inglaterra e a Holanda iniciaram a exploração do Amazonas, instalando pequenos fortes e feitorias em 1596. A partir de então, desenvolveram um comércio intenso de madeiras, peixes e frutos do mar, enviando esses produtos para a Europa. Nesse período, os reinos de Portugal e Espanha estavam unidos. Os portugueses, que acabavam de expulsar os franceses do Maranhão, foram encarregados de defender o Amazonas. Os combates duraram de 1616 a 1654, quando ingleses e holandeses foram totalmente expulsos.

Em 1640, Portugal e Espanha haviam se separado. O Pará já pertencia a Portugal; restava conquistar o Amazonas. De 1637 a 1639, a expedição do português Pedro Teixeira percorreu todo o Amazonas. Logo depois, o bandeirante Antônio Raposo Tavares empreendeu uma grande expedição de São Paulo ao Amazonas. A partir de então, os portugueses avançaram pelos rios Negro e Solimões e expulsaram as missões espanholas do oeste do estado. Em 1750, tiveram início as negociações com a Espanha para incorporar a região amazônica às terras portuguesas. Cinco anos depois, foi fundada a capitania de São José do Rio Negro (que mais tarde se tornaria o Amazonas), separada do estado do Grão-Pará.

Com a independência do Brasil, o território voltou a fazer parte do Pará, na condição de comarca. O Pará passou a ser uma das províncias do império. Em 1832, uma rebelião popular exigiu a autonomia do Amazonas. Mais tarde, a revolta chamada Cabanagem, contra o governo central do Brasil, também envolveu a região. Finalmente, em 1850, o governo brasileiro concedeu ao Amazonas o estatuto de província — que, com a república, tornou-se o estado do Amazonas (mais tarde, partes desse território vieram a formar os estados de Rondônia e Roraima).

Translate this page

Choose a language from the menu above to view a computer-translated version of this page. Please note: Text within images is not translated, some features may not work properly after translation, and the translation may not accurately convey the intended meaning. Britannica does not review the converted text.

After translating an article, all tools except font up/font down will be disabled. To re-enable the tools or to convert back to English, click "view original" on the Google Translate toolbar.