Povos de várias partes do mundo têm uma data para celebrar o início de um novo ano. O Ano-Novo é uma das datas comemorativas mais antigas. Na Europa, nas Américas e na Austrália, o Ano-Novo geralmente é celebrado no dia 1° de janeiro. Na véspera, 31 de dezembro, as pessoas organizam festas e ceias e fazem contagem regressiva até a meia-noite, quando acontece a virada do ano. Muitas pessoas tomam decisões e fazem promessas para o ano que se inicia, pois veem o Ano-Novo como uma oportunidade de recomeço.

Celebrações de Ano-Novo

No Brasil, a celebração da passagem do ano também é chamada de réveillon, palavra de origem francesa que significa “passagem de ano”. Há uma série de costumes e superstições ligados ao Ano-Novo. É tradição, por exemplo, usar roupas brancas como símbolo de paz e harmonia. Também segundo a crença popular, para se ter um ano novo próspero, à meia-noite devem-se comer grãos de romã ou de uva e guardar as sementes na carteira, embrulhadas em papel. Algumas pessoas servem apenas carne de porco na ceia de Ano-Novo, pois acreditam que comer carne de aves nessa ocasião traga má sorte. Uma das celebrações de Ano-Novo mais famosas acontece na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, onde milhares de cariocas e turistas festejam o deslumbrante espetáculo de fogos de artifício.

Povos de outras regiões e culturas celebram a mudança de ano em datas e de maneiras diferentes. O Ano-Novo chinês, por exemplo, é comemorado ao longo de quinze dias, começando em janeiro ou fevereiro. As celebrações incluem desfiles e fogos de artifício. No Irã, a celebração é em março, no primeiro dia da primavera no hemisfério Norte.

No calendário islâmico, o primeiro mês é chamado de Muharram, e é nele que se inicia o novo ano. Como esse calendário é baseado no movimento da Lua, o Muharram pode acontecer no outono, no verão, na primavera ou no inverno. O envio de cartões de Ano-Novo é costume entre alguns muçulmanos. Os judeus festejam o início do novo ano, o Rosh Hashana, entre setembro e outubro. Eles costumam comer mel, para ter um ano doce pela frente.

Nos Países Baixos, as pessoas comem o oliebol, um bolinho frito que, segundo a tradição, traz boa sorte. No sul dos Estados Unidos, é comum cozinhar o feijão-fradinho, também para atrair boa sorte. No Diwali, o festival hindu de Ano-Novo, as pessoas trocam presentes e acendem lamparinas especiais.

História

Sempre houve diferentes datas para o começo de um novo ano porque os povos sempre usaram diferentes calendários. Alguns povos baseavam seus calendários no movimento da Lua; outros, na posição do Sol. Na Babilônia, na antiga região da Mesopotâmia, o ano se iniciava quando as plantações começavam a crescer. Os egípcios antigos anunciavam um novo ano a cada vez que as margens do rio Nilo se inundavam. Para os incas, era o dia mais curto do ano que marcava um novo início. Na China, o ano começava quando a sombra do meio-dia alcançava um comprimento exato.

Em 153 a.C., os romanos antigos estabeleceram o dia 1o de janeiro como dia do Ano-Novo. Mais tarde, a Igreja Católica Romana mudou essa data para 25 de março. Em 1582, um novo calendário cristão transferiu a data de volta para 1° de janeiro.

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