O El Niño é um fenômeno meteorológico que ocorre no oceano Pacífico. Seus efeitos, porém, são sentidos no planeta todo.

O termo El Niño foi usado pela primeira vez por pescadores do século XIX para se referir a uma corrente de água quente que influenciava a pesca na costa do Peru. Eles chamaram essa corrente de El Niño, que em espanhol significa “Menino Jesus”, porque geralmente ela aparecia na época do Natal.

Causas

O El Niño ocorre quando há mudanças nos ventos alísios que sopram sobre o oceano Pacífico. Os ventos alísios são aqueles que sopram na região do equador. Eles se deslocam de áreas de alta pressão atmosférica para áreas de baixa pressão atmosférica.

Normalmente, a área leste do Pacífico, perto da costa da América do Sul, é de alta pressão; a área oeste, perto da Indonésia e do norte da Austrália, é de baixa pressão. Portanto, os ventos alísios sopram de leste para oeste. Esse movimento leva a água quente da superfície do oceano em direção ao Pacífico ocidental.

Quando o El Niño ocorre, porém, a pressão no leste diminui à medida que a pressão no oeste aumenta. Essa inversão faz com que os ventos alísios fiquem mais fracos ou até mudem de sentido. Assim, a água quente passa a se deslocar para o leste, em direção à América do Sul.

Consequências

Na costa oeste da América do Sul, a água quente interfere no ecossistema oceânico, pois impede que a água fria venha à superfície. A água fria é rica em nutrientes que sustentam a cadeia alimentar. Em condições normais, os nutrientes servem de alimento para o plâncton, que, por sua vez, serve de alimento para os peixes. Durante o El Niño, a água quente provoca uma diminuição na oferta de alimento. Os peixes morrem ou migram para águas mais frias. Como consequência, aves, focas e outros animais que se alimentam deles são afetados.

Além disso, a água quente da superfície do oceano aquece o ar acima dela, o que facilita a formação de furacões sobre as regiões central e leste do Pacífico. Nas Américas do Norte e do Sul, a costa oeste pode ser atingida por fortes chuvas e inundações, enquanto países do Pacífico ocidental, como a Austrália e a Indonésia, podem sofrer seca.

No Brasil, certas regiões sentem mais os efeitos do El Niño. No Nordeste, as secas tendem a se intensificar. As chuvas também diminuem em certas áreas da Amazônia, o que aumenta o risco de queimadas. No Sul, por outro lado, um excesso de chuvas costuma provocar enchentes.

Os danos causados por El Niños severos levaram os cientistas a desenvolver tecnologias que permitem prevê-los. Satélites, boias e outros equipamentos ajudam a monitorar a temperatura da água e as condições da atmosfera.

O El Niño costuma ocorrer em intervalos que variam de dois a sete anos. Muitas vezes, ele é seguido por um fenômeno conhecido como La Niña, que tem o efeito oposto sobre as condições do tempo.

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