O Equador tem esse nome devido à linha do equador, que atravessa a parte norte do país. Localizado no noroeste da América do Sul, o Equador se estende por parte da cordilheira dos Andes e ocupa uma porção da bacia do rio Amazonas. A capital, Quito, fica nas encostas mais baixas de um antigo vulcão. O país tem 16.510.000 habitantes (estimativa de 2017) e área de 256.370 km2.

Geografia

O Equador faz fronteira com a Colômbia, o Peru e o oceano Pacífico. Seu território inclui as ilhas Galápagos, que ficam a oeste, no Pacífico.

Ao longo da costa o terreno é plano, com florestas tropicais no norte e desertos no sul. Duas serrras da cordilheira dos Andes atravessam o centro do Equador no sentido norte-sul. O pico mais elevado é o Chimborazo, com 6.310 metros. Entre as cadeias de montanhas há vales férteis e platôs. A leste dos Andes, florestas tropicais crescem na bacia do rio Amazonas. Nessa região, o rio Napo segue em direção ao Peru.

Na maior parte do país, o clima é quente e úmido o ano inteiro. As regiões montanhosas são mais frias, e os picos mais elevados ficam cobertos de neve.

Flora e fauna

Palmeiras crescem na parte central da costa equatoriana. A região costeira também é o centro agrícola do país. As montanhas têm algumas florestas perenes, além de gramíneas em altitudes maiores. A extração de madeira vem ameaçando muitas florestas equatoriais do país.

Nas florestas equatoriais há macacos, onças-pintadas, jaguatiricas, raposas, doninhas, lontras, cangambás, guaxinins, quatis e juparás (ou quincajus), mamíferos da família do quati que vivem em árvores. As ilhas Galápagos são conhecidas por seus animais peculiares, entre eles tartarugas gigantes e iguanas marinhas.

População

Mais de 40 por cento da população equatoriana é mestiça, com mistura de raízes europeias e indígenas. O número de índios também equivale, aproximadamente, a 40 por cento dos habitantes. Brancos, negros e asiáticos são minorias. A maioria da população é católica. O idioma oficial é o espanhol, mas muitos índios falam quíchua ou xuar.

A maioria dos equatorianos vive em cidades litorâneas ou nas montanhas. O leste do país é pouco populoso.

Economia

A economia do Equador é baseada em recursos naturais, como petróleo, e na agricultura. As principais produções são de petróleo, de bananas e de camarão. Outros produtos importantes incluem cana-de-açúcar, óleo de palmeira, arroz, milho, flores e peixe enlatado.

História

A região em que hoje fica o Equador tem uma longa história anterior à chegada dos europeus, conforme comprovam figuras de cerâmica datadas de 3000 a 2500 a.C. No século XV, a área foi conquistada por incas que habitavam a região onde hoje é o Peru. Eles dominaram o local até a invasão espanhola, em 1534. Os espanhóis construíram imensas propriedades e obrigaram os índios a trabalhar nelas.

Depois de ficar independente da Espanha, em 1822, o Equador uniu-se à Colômbia e à Venezuela para formar a república chamada Grande Colômbia. O Equador abandonou a união em 1830 e tornou-se independente.

Desde então, o país passou por mudanças constantes de governo, o que dificultou o progresso da população. Um antigo problema, porém, foi resolvido em 1998, quando o então presidente Jamil Mahuad Witt assinou um tratado de paz com o Peru. Fazia muitos anos que os dois países disputavam parte da fronteira que têm em comum.

No ano 2000, Mahuad tomou a decisão de adotar o dólar dos Estados Unidos como moeda nacional, apesar da impopularidade dessa medida. A troca de moeda fez parte dos esforços para melhorar a economia do país.

No início do século XXI, o Equador continuava a enfrentar muitos dos problemas das décadas anteriores, como instabilidade política e dificuldades econômicas. Além disso, reformas feitas pelo governo e injustiças cometidas contra os indígenas levaram a população insatisfeita a realizar muitos protestos. Em novembro de 2006, Rafael Correa foi eleito presidente. Com suas medidas, ele diminuiu a pobreza no país e aumentou o controle do governo federal sobre os recursos petrolíferos e os meios de comunicação. Correa foi reeleito para mais dois mandatos, em abril de 2009 e em fevereiro de 2013.

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