Após a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos e a União Soviética se tornaram duas superpotências que competiam entre si: cada uma buscava diminuir o poder da outra. Esse período de tensão entre os dois países ficou conhecido como Guerra Fria. Ainda que não tenha ocorrido uma guerra declarada entre eles, o conflito provocou várias guerras menores.

Antecedentes

Durante a Segunda Guerra Mundial, a União Soviética libertou da ocupação nazista diversos países da Europa oriental. Depois da guerra, porém, os soviéticos continuaram a controlar esses países, implantando neles o sistema econômico comunista.

Os Estados Unidos não queriam que o comunismo fosse adotado em outras nações europeias. Também desejavam ter como aliados os países da Europa ocidental. Assim, deram dinheiro para a reconstrução desses países após a guerra. Esse programa, idealizado pelo general americano George Marshal, ficou conhecido como Plano Marshall.

Alianças

Em 1949, os Estados Unidos e seus aliados europeus formaram a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). O objetivo dessa aliança era proteger seus membros em caso de ataques. Em 1955, a União Soviética e as nações do Leste Europeu formaram o Pacto de Varsóvia, com as mesmas intenções.

Acontecimentos da Guerra Fria

Duas grandes crises durante a Guerra Fria envolveram Berlim. No fim da Segunda Guerra Mundial, a capital da Alemanha, assim como todo o país, foi dividida em quatro zonas, controladas por quatro nações: Estados Unidos, Reino Unido, França e União Soviética. Em 1948, as três nações ocidentais anunciaram que passariam a atuar em conjunto. A União Soviética então bloqueou as rotas rodoviárias e ferroviárias que abasteciam Berlim, localizada na parte soviética do país. Em resposta, os Estados Unidos e o Reino Unido passaram a abastecer a cidade usando aviões. Em 12 de maio de 1949, os soviéticos levantaram o bloqueio.

Nos anos seguintes, muitos habitantes de Berlim Oriental fugiram para Berlim Ocidental. Em 1961, os dirigentes da Alemanha Oriental construíram um muro para impedir as fugas. O Muro de Berlim se tornou o símbolo da Guerra Fria.

A Guerra Fria também atingiu lugares fora da Europa. Se por um lado a União Soviética apoiou governos comunistas em outros continentes, por outro os Estados Unidos tentavam deter o avanço comunista. Foi nesse contexto que aconteceram a Guerra da Coreia, na década de 1950, e a Guerra do Vietnã, nas duas décadas seguintes.

Outros episódios ocorreram em países do Ocidente. Em 1959, Fidel Castro chegou ao poder em Cuba. Logo em seguida, declarou-se favorável ao comunismo. Em 1962, ao detectar a presença de mísseis nucleares soviéticos em território cubano, os Estados Unidos estabeleceram um bloqueio naval à ilha. Depois de vários dias de tensão, os soviéticos retiraram as armas.

Fim da Guerra Fria

Nos anos 1970, os Estados Unidos e a União Soviética assinaram acordos de limitação de armas nucleares. Outras mudanças aconteceram quando Mikhail Gorbatchev se tornou líder da União Soviética em 1985. Ele tentou reorganizar a economia e deu início à abertura política do regime (glasnost). O ano de 1989 marcou a queda do Muro de Berlim. Em julho de 1991 o Pacto de Varsóvia foi dissolvido. Pouco depois, a União Soviética se dividiu em quinze nações independentes. O fim do comunismo na maior parte dos países que o adotavam significou o fim da Guerra Fria.

Translate this page

Choose a language from the menu above to view a computer-translated version of this page. Please note: Text within images is not translated, some features may not work properly after translation, and the translation may not accurately convey the intended meaning. Britannica does not review the converted text.

After translating an article, all tools except font up/font down will be disabled. To re-enable the tools or to convert back to English, click "view original" on the Google Translate toolbar.