Luiz Inácio Lula da Silva é um político e ex-sindicalista brasileiro. Ele foi presidente do Brasil de janeiro de 2003 até o final de 2010. Tornou-se o mais conhecido líder operário do país. “Lula” era apenas seu apelido até 1982, quando se candidatou a um cargo público pela primeira vez e decidiu agregar o apelido ao nome.

Fuga da seca

Lula nasceu no dia 27 de outubro de 1945, em Garanhuns, no estado de Pernambuco, na região Nordeste do Brasil, em uma família de agricultores pobres. Ainda menino, saiu de sua terra com a mãe e os irmãos em direção a São Paulo, em busca de melhores condições de trabalho e de vida. Foram morar primeiro na cidade de Guarujá, no estado de São Paulo, onde Lula trabalhou como engraxate. Depois, mudaram-se para São Paulo, onde ele foi vendedor ambulante e operário. Sempre trabalhando para ajudar no sustento da casa, Lula não teve condições de completar seus estudos.

Em 1966, já durante a ditadura militar, Lula foi trabalhar na metalúrgica Villares, em São Bernardo do Campo, na região do ABC. Ali, acabou se filiando ao Sindicato dos Metalúrgicos, por insistência do irmão, apelidado Frei Chico. Em 1969, Lula casou-se com Maria de Lourdes, sua primeira esposa, que viria a falecer em 1971. Em 1972, após ter sido eleito diretor do sindicato, ele deixou a metalúrgica e dedicou-se apenas ao trabalho sindical. Em 1974, casou-se com sua segunda esposa, Marisa Letícia.

Em 1975, Lula foi eleito presidente do Sindicato dos Metalúrgicos. O posto lhe deu notoriedade nacional. Em 1977, ele liderou um movimento por reposição salarial, em oposição à política econômica do regime militar. De 1978 a 1980, Lula esteve à frente de uma série de greves. Em 1980, ficou preso por 31 dias, sob a acusação de violação da Lei de Segurança Nacional. Em 1981, foi condenado pela Justiça Militar a três anos e meio de detenção por incitação à desordem coletiva. Recorreu e foi absolvido no ano seguinte.

A militância política

Tendo sido um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), Lula concorreu a um cargo público pela primeira vez como candidato a governador do estado de São Paulo em 1982, acabando em quarto lugar. Mais tarde, participou da campanha pela volta das eleições diretas para presidente, ajudando a organizar manifestações de massa na capital do estado em 1983 e 1984. Sua popularidade e seu carisma garantiram-lhe a eleição como deputado federal por São Paulo, com grande número de votos, em 1986.

Foi candidato à Presidência da República em 1989, mas perdeu a eleição para Fernando Collor de Mello. Continuou como candidato de seu partido à presidência nas eleições de 1994 e 1998, ficando nas duas vezes em segundo lugar e perdendo em ambas para Fernando Henrique Cardoso. Nas eleições de 2002, adotou uma plataforma mais pragmática. Embora continuasse comprometido com as ideias socialistas, começou a cortejar os líderes empresariais e prometeu trabalhar com o Fundo Monetário Internacional para cumprir metas fiscais. Com 61,5 por cento dos votos, Lula derrotou José Serra, o candidato do governo.

Um operário no poder

Depois de tomar posse, em janeiro de 2003, Lula concentrou-se no desenvolvimento da economia, nas reformas sociais, na distribuição de renda e no fim da corrupção no governo. Em 2006, no fim de seu primeiro mandato, a economia estava crescendo e as taxas de pobreza do país haviam caído significativamente. Contudo, muitos acharam que Lula não tinha feito o suficiente para melhorar a qualidade da educação pública ou reduzir a criminalidade. Além disso, seus esforços na luta contra a corrupção no governo foram postos em xeque em 2005, quando membros do seu partido foram acusados de suborno e de financiamento ilegal de campanha.

O presidente não foi implicado, mas o escândalo arranhou sua popularidade. No primeiro turno das eleições presidenciais de 2006, não conseguiu votos suficientes para vencer. Contudo, no segundo turno derrotou facilmente seu adversário, Geraldo Alckmin, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

Acusações e julgamento

Lula foi sucedido na presidência do Brasil por Dilma Rousseff, em 2011. Em agosto de 2016, durante seu segundo mandato, Rousseff sofreu impeachment. O processo foi motivado, dentre outros fatores, por um escândalo relacionado à Petrobras e ao PT. Pouco tempo depois, o juiz que comandava as investigações do escândalo da Petrobras aceitou formalmente as acusações de corrupção e lavagem de dinheiro contra Lula. O juiz ordenou que Lula, Marisa Letícia e seis outras pessoas fossem a julgamento. Lula protestou, afirmando sua inocência. Ele argumentou que as acusações tinham motivação política e que a intenção era impedi-lo de concorrer à presidência em 2018.

O julgamento de Lula começou em maio de 2017 (Marisa Letícia havia falecido em fevereiro desse mesmo ano). Em julho, o juiz Sérgio Moro considerou Lula culpado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, condenando-o a nove anos e seis meses de prisão. O ex-presidente recorreu duas vezes, porém a sentença foi mantida, com aumento da pena para doze anos e um mês.

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