Malala Yousafzai é uma jovem ativista do Paquistão. Em 2008, ela iniciou protestos contra o fechamento de escolas para meninas na área onde ela morava. Por causa desses protestos, sofreu um atentado a tiros, em 2012. Yousafzai sobreviveu ao ataque e continuou seu ativismo, falando sobre a importância da educação para meninas.

Infância

Yousafzai nasceu em 12 de julho de 1997, em Mingora, no vale de Suat, no Paquistão. Seu pai era educador e ativista social. Ele dirigia uma escola para meninas chamada Khushal. Malala era uma das melhores alunas dessa escola.

Vida sob o regime do Talibã

Em 2007, o vale de Suat foi invadido pelo Talibã, um grupo islâmico extremista. As escolas para meninas começaram a ser fechadas. O Talibã proíbe as mulheres de participar da sociedade em geral. A invasão trouxe muita violência para a região. Yousafzai e sua família fugiram, porém retornaram quando a violência diminuiu.

Em 2008, Yousafzai fez seu primeiro discurso, que tinha o seguinte título: “Como o Talibã ousa roubar meu direito básico à educação?”. O discurso se difundiu por todo o Paquistão. Em seguida, usando um pseudônimo (ou nome fictício), Yousafzai começou a escrever artigos em que contava como era sua vida sob o regime do Talibã. Os artigos eram publicados em um blog da BBC, a rede de telecomunicações britânica. O blog da BBC era lido por muitas pessoas.

Em 2009, Yousafzai participou de dois documentários de curta-metragem, falando sobre o fechamento das escolas e suas experiências de vida. Os filmes foram divulgados no site do jornal americano The New York Times. Naquele mesmo ano, o Talibã mudou suas regras e permitiu que meninas voltassem a estudar.

Yousafzai começou a receber prêmios por seus trabalhos em 2011. Em outubro, o defensor dos direitos humanos Desmond Tutu indicou-a ao Prêmio Internacional da Paz das Crianças. Em dezembro, ela ganhou o primeiro Prêmio Juvenil da Paz do Paquistão (que mais tarde passou a se chamar Prêmio Nacional da Paz Malala).

Tentativa de assassinato

Em 9 de outubro de 2012, enquanto ia da escola para casa, Yousafzai foi vítima de um ataque a tiros, disparados por um membro do Talibã. Um dos tiros acertou sua cabeça. Ela sobreviveu e foi levada do Paquistão para Birmingham, na Inglaterra, onde se recuperou totalmente.

Depois do atentado, muitas pessoas poderosas se uniram à causa de Yousafzai. Como resultado, o Paquistão elaborou seu primeiro projeto de lei sobre o direito à educação. Também foi criado um fundo para a educação no valor de 10 milhões de dólares, em honra a Yousafzai.

Ativismo contínuo

Em 2013, Yousafzai recebeu o Prêmio de Direitos Humanos das Nações Unidas, que é concedido a cada cinco anos. Ela foi nomeada uma das pessoas mais influentes de 2013 pela revista americana Time. Também escreveu uma autobiografia com a ajuda de outra escritora. O livro, Eu sou Malala, foi publicado em 2013.

Yousafzai ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2014, sendo a pessoa mais jovem a recebê-lo. O prêmio foi dividido com outro ativista pelos direitos das crianças.

Em 2017, Yousafzai lançou o livro ilustrado Malala e seu lápis mágico, uma autobiografia para o público infantil. Nesse mesmo ano, ela começou a estudar na Universidade de Oxford, na Inglaterra.

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