A alfabetização é o processo de ensinar as pessoas a ler e a escrever. As pessoas que sabem ler e escrever são ditas alfabetizadas. As que não sabem são analfabetas.

A alfabetização é importante por várias razões. Ela ajuda as pessoas a ter uma vida melhor e a participar plenamente do mundo. Por exemplo, nas eleições, quando uma pessoa não sabe o que está escrito na cédula ou na urna eletrônica, ela tem dificuldade para votar. Quem não sabe ler placas de rua não consegue se localizar nem chegar aonde deseja. Além disso, a leitura é uma habilidade que permite adquirir novos conhecimentos. Uma vez que sabem ler, as pessoas podem aprender muitas outras coisas.

Taxa de alfabetização

Em alguns países, quase todo mundo sabe ler e escrever, pelo menos em um nível básico. Em outros, menos da metade dos adultos é alfabetizada. As pessoas que moram em países ricos e desenvolvidos têm mais acesso à educação do que aquelas que vivem nos países em desenvolvimento. Portanto, os países desenvolvidos costumam ter taxas de alfabetização mais altas. Porém, mesmo nessas nações pode haver um grande número de analfabetos. Em alguns países, há mais mulheres analfabetas do que homens. Isso acontece porque em certas culturas as mulheres não são incentivadas a obter educação.

No Brasil, segundo dados divulgados pelo IBGE em 2017, a taxa de analfabetismo entre pessoas maiores de 15 anos é de 7,2% (cerca de 11,8 milhões de pessoas).

História

Os primeiros sistemas de escrita foram desenvolvidos milhares de anos atrás. No início, poucas pessoas os usavam. A escrita servia apenas para manter registros de negócios e elaborar documentos do governo. Indivíduos chamados escribas redigiam esses documentos. A maioria das pessoas não precisava ler nem escrever. Elas não tinham a necessidade de manter registros, e suas histórias eram compartilhadas oralmente. Mais tarde, as pessoas começaram a escrever não só histórias, mas também ideias e reflexões a respeito do mundo a sua volta.

Na Grécia e na Roma antigas, foram escritos poemas e peças de teatro, bem como obras sobre ciência, filosofia, mitologia e história. Por muito tempo, porém, apenas as pessoas instruídas (ou seja, aquelas que tinham acesso à educação) sabiam ler e escrever. Os livros demoravam muito para ser produzidos, pois tinham que ser escritos cuidadosamente à mão. Isso os tornava artigos raros e de alto custo.

No século XV, um alemão chamado Johannes Gutenberg revolucionou as técnicas de impressão. Ele inventou uma máquina que tornou possível produzir rapidamente um grande número de livros e de outros textos. O acesso aos livros aumentou, porém o acesso à educação continuou igualmente restrito. Assim, o número de pessoas que aprendiam a ler ainda era pequeno.

No século XIX, os Estados Unidos, o Reino Unido e muitos outros países começaram a exigir que as crianças fossem à escola. A alfabetização foi reconhecida como uma maneira de ajudar as pessoas a levar uma vida melhor. Até os dias de hoje, governos e outras organizações incentivam continuamente a alfabetização. Quanto mais habilidades um indivíduo tem, maiores são suas chances de conseguir um bom emprego e de participar da comunidade em que vive. Quando isso se estende a um grande número de pessoas, o país inteiro se beneficia. A UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) promove diversos programas para combater o analfabetismo no mundo todo, especialmente nos países em desenvolvimento.

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