O circo é uma forma de arte popular que envolve diferentes tipos de artistas, os quais se agrupam em companhias itinerantes, ou seja, que viajam de cidade em cidade. O artista circense pode ser ginasta, malabarista ou equilibrista, ou ainda é aquele que sabe fazer graça para provocar o riso nas pessoas, como os palhaços. Os artistas circenses muitas vezes se arriscam em números ousados.

Os números circenses geralmente ocorrem no centro de um picadeiro, que é um tipo de arena, com a plateia sentada em volta, em arquibancadas. Originalmente, os espetáculos de circo aconteciam ao ar livre, mas depois surgiram as lonas.

Números circenses

Tradicionalmente, a maioria dos circos sempre teve números com animais. Cavaleiros habilidosos realizavam acrobacias sobre um cavalo ou mais ao mesmo tempo. Elefantes faziam poses, sentando-se sobre as patas traseiras. Existiam também atrações com animais selvagens, como ursos dançarinos, ou tigres e leões que pulavam através de arcos de fogo.

Há alguns anos, no entanto, entidades de proteção aos animais começaram a se mobilizar para impedir que esses números aconteçam. Elas consideram que o treinamento para as apresentações é humilhante e muitas vezes cruel para os animais. No Brasil, no início do século XXI, vários estados aprovaram leis que proíbem o uso de animais em espetáculos circences. Outros países também aprovaram leis parecidas.

Os artistas humanos também fascinam a plateia. Equilibristas se arriscam na corda bamba, trapezistas balançam no trapézio e se lançam no ar, malabaristas fazem girar diversos objetos (pratos, bolas e tochas de fogo) e contorcionistas criam posições inusitadas com o próprio corpo. Há ainda os homens-bala (artistas que são lançados de canhões) e os engolidores de fogo.

Com a cara pintada e figurinos espalhafatosos, os palhaços estão entre os artistas mais populares do circo. Entre um número e outro, eles fazem pequenas intervenções, chamadas de reprises, para divertir os espectadores e, muitas vezes, dar aos outros artistas tempo para se preparar.

O mestre de picadeiro, uma figura que tradicionalmente usa botas compridas e uma cartola, anuncia as atrações. Em alguns circos, há tambem uma banda que anima a plateia.

História

Chineses, gregos e egípcios, entre outras civilizações antigas, já praticavam algum tipo de arte circense. Mas foi na Roma antiga que o circo aproximou-se da arte como a conhecemos hoje. As atrações, no tempo do Império Romano, incluíam corridas de biga (carros puxado por cavalos), espetáculos com animais adestrados e lutas de gladiadores em uma grande arena.

O inglês Philip Astley, um ex-militar, criou o circo moderno em 1768, na Inglaterra. Inicialmente, ele divertia os espectadores com apresentações equestres, ou seja, fazendo truques montado em um cavalo. Depois, incluiu palhaços, acrobatas e outros números no espetáculo. Ao percorrer diversos países levando essas atrações, ele espalhou o circo pela Europa.

O circo moderno também cruzou o Atlântico, e diferentes companhias circenses se espalharam pelos países da América. Artistas e animais geralmente viajavam de cidade em cidade em trailers ou em trens. Para anunciar a chegada do circo a uma localidade, os artistas desfilavam pelas ruas.

No Brasil, as artes circenses estiveram originalmente ligadas ao povo cigano. No século XIX, com as famílias circenses europeias que vieram para o país, o circo se disseminou.

O Dia do Circo é comemorado em 27 de março no Brasil, em homenagem ao famoso palhaço Piolin, que nasceu nessa data. Carequinha, Arrelia, Fuzarca e Torresmo foram também palhaços que fizeram muito sucesso na televisão.

Sem animais

Um circo que atrai muita gente nos dias de hoje é o Cirque du Soleil (“Circo do Sol”). O grupo é originário de Montreal, no Canadá, mas se apresenta em diversas cidades do mundo. O Cirque du Soleil não usa animais em suas atrações. Seus espetáculos consistem principalmente em números de acrobacia ousados e difíceis. Artistas de vários países fazem parte da trupe do Cirque du Soleil.

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