A engenharia genética é um processo através do qual os genes de um ser vivo são modificados. Os genes são unidades minúsculas que carregam informações sobre um organismo. Eles compõem o material chamado DNA, que é encontrado nas células de todos os seres vivos. A engenharia genética teve início em 1973, quando dois cientistas dos Estados Unidos cortaram e recombinaram pedaços de DNA.

A engenharia genética tem muitas aplicações. Ela pode ser usada para criar substâncias médicas, como vacinas. Atualmente, é bastante empregada para produzir organismos que tenham características consideradas de valor. Por exemplo, cientistas modificaram plantas de algodão para que consigam envenenar insetos nocivos a elas. Seres vivos criados através de engenharia genética são chamados de organismos geneticamente modificados, ou transgênicos.

Modificação do DNA

Na engenharia genética, os cientistas combinam fragmentos, ou partes, do DNA de diferentes organismos. Uma forma de fazer isso é cortar e recombinar genes. Primeiro, os cientistas retiram o DNA de um organismo, chamado de doador, e separam o gene que desejam usar. Em seguida, combinam esse gene ao DNA de outro organismo. O resultado é um DNA que contém características dos dois organismos. Esse novo DNA é chamado de DNA recombinante.

Para fazer mais cópias de um DNA recombinante, os cientistas podem colocá-lo dentro de bactérias. Quando as bactérias se reproduzem, o DNA também se reproduz. Esse processo é chamado de clonagem de genes.

Há diversas maneiras de produzir uma planta ou animal inteiramente desenvolvidos que contenham DNA recombinante. Por exemplo, é possível deixar que bactérias contendo esse DNA infectem uma planta. As células então se desenvolvem, e surge uma planta com traços de ambos os organismos originais. Também se pode injetar o DNA recombinante nos óvulos de animais. Os óvulos se desenvolvem, transformando-se em animais que têm as características desejadas.

Usos

A engenharia genética é muito empregada na agricultura. Ela ajuda a produzir colheitas que são mais fortes ou mais nutritivas que as colheitas regulares. Alguns cultivos são modificados para resistir a pragas ou a herbicidas, enquanto a outros são adicionados minerais e vitaminas. No início do século XXI, o cultivo de transgênicos correspondia a cerca de um décimo das terras cultivadas do planeta.

A engenharia genética também pode ser útil na indústria. Por exemplo, cientistas criaram bactérias que tornam os plásticos biodegradáveis. Ao contrário de outros plásticos, os biodegradáveis se decompõem naturalmente e enriquecem o solo. Bactérias modificadas também ajudam a limpar derramamentos de petróleo e lixo tóxico.

A medicina é outra área que se beneficia da engenharia genética. Os cientistas a usam para criar muitas substâncias médicas. Por exemplo, bactérias geneticamente modificadas podem produzir vacinas, além de insulina humana e outros hormônios. Pesquisadores também usam a engenharia genética para tentar encontrar a cura de doenças humanas. Por exemplo, injetar genes normais em células doentes pode ajudar o corpo de uma pessoa a se curar. Esse tipo de tratamento é chamado de terapia genética.

Polêmica

A engenharia genética é um tema controverso, ou seja, algumas pessoas acham que ela é uma coisa boa, enquanto outras a acham ruim. Para alguns, modificar os genes humanos é perigoso e errado. Muitas pessoas temem que os alimentos transgênicos sejam prejudiciais à saúde. Já outras acreditam que, se usada com prudência, a engenharia genética pode trazer muitos benefícios à sociedade.

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