A ferrovia, ou estrada de ferro, é uma estrutura que possibilita o transporte terrestre através de trens. Na estrada de ferro, o trem — um conjunto de vagões com rodas engatados uns nos outros — viaja ao longo dos trilhos, que são duas barras de metal paralelas. As rodas dos vagões têm um sulco para mantê-las nos trilhos.

Um veículo chamado locomotiva, movido por motores a diesel ou elétricos, puxa os vagões. Nas locomotivas elétricas, a eletricidade é fornecida por um terceiro trilho ou por um cabo aéreo. O operador do trem, chamado maquinista, normalmente fica na locomotiva.

Tipos de trem

Os trens podem ser classificados em dois tipos: os de passageiros, que transportam pessoas, e os de carga, que carregam mercadorias.

Além de vagões com assentos, alguns trens de passageiros têm também vagões-restaurante, vagões para bagagens e vagões-leito, com camas. Em geral, a velocidade dos grandes trens de passageiros chega a 160 quilômetros por hora. Entretanto, em alguns países da Ásia e da Europa, há trens de alta velocidade (também chamados de trens-bala) que podem viajar a mais de 290 quilômetros por hora.

Trens urbanos, metrôs e monotrilhos (trens que trafegam sobre um único trilho) são trens de passageiros menores que percorrem trajetos mais curtos que os trens de grandes distâncias. Em geral, esses trens não dispõem de uma locomotiva separada, pois os vagões são dotados de motores elétricos na parte de baixo. O maquinista fica no vagão da frente.

Os trens de carga são compostos de locomotivas e vagões de carga. Os vagões de carga podem ser de vários tipos: os fechados geralmente levam caixas e pacotes de mercadorias; os abertos costumam transportar minérios; os vagões graneleiros levam grãos; os vagões-tanque transportam líquidos; e os vagões-cegonha, ou cegonheiras, carregam automóveis. Há também os vagões-plataforma, usados para transportar contêineres e carretas. Algumas composições de trens têm mais de 150 vagões. Devido ao enorme peso que carregam, os trens de carga trafegam em velocidade menor que os de passageiros.

História

Antes de existirem trens e locomotivas, as pessoas usavam cavalos para puxar carroças sobre trilhos. No século XVI, os europeus utilizavam esse tipo de transporte principalmente para carregar minério e materiais de mineração.

Em 1803, um engenheiro britânico chamado Richard Trevithick idealizou e construiu a locomotiva com motor a vapor, que foi usada pelas empresas de mineração. Por volta de 1820, outro inventor britânico, George Stephenson, projetou e construiu o primeiro trem que transportava passageiros e mercadorias.

Em 1869, os Estados Unidos concluíram uma estrada de ferro que ligava a costa leste à costa oeste do país, chamada estrada de ferro transcontinental.

Entre as décadas de 1930 e 1950, os motores a diesel substituíram os motores a vapor na maioria das locomotivas. Atualmente, trens de carga operam no mundo todo. Entretanto, em alguns países, os caminhões fazem boa parte do transporte que, no passado, era feito por trens. Os trens de passageiros ainda são comuns em alguns lugares, porém muitas pessoas passaram a viajar de avião.

A ferrovia no Brasil

No Brasil, até meados do século XIX as mercadorias eram transportadas em burros e carroças. O desenvolvimento de um meio de transporte moderno era necessário para transportar aos portos o principal produto da época: o café. Calcula-se que eram levados aos portos de Parati e Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro, cerca de 100 mil sacas do café produzido no vale do Paraíba, e anualmente chegavam ao porto de Santos, em São Paulo, cerca de 200 mil animais carregados com mercadorias, dentre elas o café (dados do DNIT).

A partir de 1828, o governo imperial apoiou a construção das estradas de ferro para interligar as regiões do país. A primeira ferrovia foi inaugurada em 1854, durante o reinado de dom Pedro II. O empresário Irineu Evangelista de Souza foi o empreendedor que construiu a linha que ligava Petrópolis ao porto de Mauá, na baía da Guanabara, na cidade do Rio de Janeiro. Em São Paulo, o auge da produção de café no estado propiciou a inauguração, em 1867, da São Paulo Railway Company, depois Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, ligando o interior de São Paulo ao porto de Santos. Outras companhias se seguiram devido à demanda dos fazendeiros de café: a Companhia Paulista de Estradas de Ferro, ligando Jundiaí a Campinas (1868), e a Companhia Mogyana de Estradas de Ferro (1872). Muitas outras ferrovias foram construídas nas décadas seguintes, nas principais cidades, para acompanhar o desenvolvimento econômico do país.

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