O jornalismo é o ramo da comunicação social responsável pela divulgação de notícias e informações da atualidade. Os profissionais que se dedicam a essa atividade são os jornalistas. Além dos jornais, o jornalismo abrange também revistas, rádio, televisão e internet, dentre outros meios.

Características

As notícias costumam ser divididas em dois ramos principais: notícias sérias e notícias de entretenimento. As notícias sérias trazem informações sobre assuntos importantes que costumam afetar a sociedade como um todo, por exemplo, medidas do governo, eleições, guerras ou grandes desastres naturais. Já as notícias sobre temas como celebridades, esportes e dicas ao consumidor são classificadas como entretenimento.

Jornalistas podem exercer diferentes funções. Alguns trabalham dentro da sede do jornal, rádio ou estação de TV, em cargos como editor, redator ou apresentador. Outros, conhecidos como repórteres, saem às ruas para fazer matérias, ou reportagens. Os fotojornalistas são aqueles que registram as notícias através de fotografias. Alguns meios de comunicação enviam jornalistas para cobrir acontecimentos em outras cidades ou países. Esses jornalistas são chamados de correspondentes. Os jornalistas investigativos são aqueles que procuram examinar todos os detalhes de um assunto, muitas vezes descobrindo fatos inéditos. Eles produzem reportagens especiais que costumam ser mais longas e aprofundadas que as notícias diárias.

Normalmente, o chefe de reportagem (também chamado de pauteiro) determina a pauta, isto é, o assunto a ser tratado em uma matéria. O repórter começa então seu trabalho coletando dados sobre o tema. Para isso, ele lê sobre o assunto e, muitas vezes, entrevista pessoas por telefone, por e-mail ou pessoalmente. Ele pode conversar tanto com figuras públicas, como políticos, artistas e esportistas, quanto com pessoas desconhecidas. Repórteres de TV trabalham acompanhados por cinegrafistas, que usam câmeras de vídeo para gravar as imagens. Depois de coletar os dados, o repórter analisa as informações que obteve e compõe a matéria. Por fim, editores-chefes e outros profissionais revisam as reportagens e, quando necessário, escolhem aquelas que serão veiculadas.

História

A peça jornalística mais antiga de que se tem conhecimento é a Acta diurna, uma folha de notícias da Roma antiga. Lançada em 59 a.C., era publicada diariamente pelo governo. A Acta diurna registrava eventos sociais e políticos importantes, por isso pode ser considerada um ancestral do jornal moderno.

Jornalismo impresso

Foi a invenção da imprensa, por Gutenberg, por volta de 1450, que tornou possível a reprodução de textos em larga escala. Em 1566, em Veneza, começaram a circular páginas impressas com notícias. Elas eram vendidas pelo preço de 1 gazetta (pequena moeda da época). Daí vem a palavra portuguesa gazeta, sinônimo de jornal.

No início do século XVII, essas folhas impressas já circulavam na Alemanha, na Holanda e na Inglaterra. Em 1631, o francês Théophraste Renaudot fundou a Gazette de France. No século XVII surgiram também as primeiras revistas.

Na época do Iluminismo, as gazetas e os jornais se multiplicaram. Além de noticiar fatos importantes (por exemplo, o terremoto de Lisboa, em 1755), essas publicações deram voz às novas ideias da época. Com a industrialização e o crescimento das cidades, aumentou o número de leitores. No final do século XIX, novos equipamentos facilitaram a produção de jornais e publicações em geral.

Meios de comunicação eletrônicos

No final do século XIX surgiram os cinejornais, filmes curtos que eram exibidos em salas de cinema e de música. Esses filmes geralmente traziam notícias sobre eventos como esportes, cerimônias de posse e concursos de beleza.

A primeira estação de rádio comercial foi ao ar em Pittsburgh, nos Estados Unidos, em 1920, noticiando o resultado das eleições presidenciais no país. O interesse pelo rádio como fonte de notícias aumentou especialmente no período que antecedeu a Segunda Guerra Mundial.

Na televisão, os noticiários começaram a ser transmitidos na década de 1950. No início, os apresentadores simplesmente liam uma lista de notícias, assim como faziam no rádio, porém logo a maioria dos telejornais passou a incluir outras imagens.

No final do século XX e início do XXI, o surgimento dos satélites, da internet e de outras tecnologias digitais trouxe grandes mudanças para o jornalismo. A internet tornou as informações mais acessíveis. Meios digitais como websites, e-mails e redes sociais são usados para levar as notícias até o público. Jornalistas hoje têm mais dados à disposição e podem atualizar as reportagens em tempo real, assim que encontram alguma informação nova. Além disso, muitas pessoas não dependem mais do jornalismo feito pelas grandes redes de imprensa, pois a internet lhes deu mais liberdade para escolher suas fontes de notícias.

No Brasil

Os primeiros jornais brasileiros foram o Correio Braziliense, editado na Inglaterra, e a Gazeta do Rio de Janeiro, o primeiro a ser impresso no Brasil. Ambos surgiram em 1808.

Em 20 de abril de 1923 foi inaugurada a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, fundada por Edgard Roqquette-Pinto. Nessa emissora, Roqquette-Pinto criou e apresentou o primeiro radiojornal brasileiro, chamado Jornal da Manhã.

Na televisão, o pioneiro foi o telejornal Imagens do Dia, que estreou em 1950. Ele era transmitido pela extinta TV Tupi, de São Paulo, e ficou no ar até o fim da década de 1960.

O direito à informação

Em vários momentos da história, em diversos países, os jornalistas sofreram censura quando se opuseram aos interesses do governo. Em alguns países autoritários ou ditatoriais isso ainda acontece. Nos países democráticos, geralmente não existe censura prévia (proibir um assunto antes que ele seja publicado ou vá ao ar). A livre manifestação do pensamento, contudo, é regulada por lei. É crime, por exemplo, inventar fatos ou prejudicar a imagem de uma pessoa. Quem se sentir pessoalmente atingido por uma notícia pode buscar reparação na justiça.

O conteúdo que os jornalistas divulgam influencia a maneira como o resto da sociedade pensa. Pela mídia, as pessoas ficam sabendo dos atos do governo, das tendências sociais, dos rumos da economia. O jornalismo, portanto, deve buscar transmitir informações precisas que ajudem as pessoas não só a tomar decisões pessoais, mas também a participar da vida pública e exercer sua cidadania.

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