O maracatu é uma manifestação da cultura popular do Brasil que envolve dança e música. Em geral, é ritmado por tambores, chocalhos e agogôs. Os integrantes dos grupos de maracatu saem em procissão, cantando e dançando coreografias típicas.

Tradicionalmente, o maracatu pertence à cultura de Pernambuco, na região Nordeste. Hoje em dia, porém, há grupos de maracatu espalhados por várias partes do Brasil. É comum eles saírem às ruas durante o Carnaval.

Cortejo

A festividade tem muitas semelhanças com as procissões realizadas no tempo da escravidão para acompanhar os reis do Congo, eleitos pelos escravos, para a coroação na igreja.

O cortejo inclui uma princesa e um príncipe, luxuosamente vestidos. O príncipe é identificado pelo uso de um grande chapéu de cores vibrantes e enfeitado com franjas.

As honrarias são abertas por mulheres trazendo bonecas de pano, conhecidas como calungas. Pode acontecer também de apenas uma boneca de pano ser conduzida por uma mulher, encarregada de pedir dinheiro à plateia. As variações acontecem dependendo da região. Há ainda maracatus que trazem animais de palha ou de madeira.

Os demais integrantes do bloco (representações de embaixadores, baianas e índios) também se vestem de maneira luxuosa, com turbantes, mantos, rendas, lantejoulas e cocares de plumas. Todos esses elementos demonstram que a festa sofreu influência das culturas africana, indígena e europeia.

Maracatu moderno

Na última década do século XX, surgiu em Recife um movimento cultural que ficou conhecido como manguebit (ou mangue beat). Os cantores Chico Science e Fred Zero Quatro buscaram na rica biodiversidade do mangue a inspiração para misturar maracatu com rock, hip-hop e música eletrônica. Os grupos Nação Zumbi, de Science, e Mundo Livre S/A, de Zero Quatro, são os principais representantes do manguebit.

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