A radiação ultravioleta (UV) é a parte do espectro eletromagnético que se estende desde a faixa violeta da luz visível até os raios X. Ela é invisível para o olho humano, porém, ao incidir em certas superfícies, faz com que elas pareçam fluorescentes. A radiação ultravioleta também é conhecida como luz negra.

A luz visível é uma mistura de luz de várias cores diferentes. Quando a luz solar passa através de um prisma, ela se decompõe e forma uma faixa de cores. Em uma extremidade dessa faixa fica o vermelho, seguido pelo alaranjado, pelo amarelo, pelo verde, pelo azul e pelo violeta. Essa sequência é chamada de faixa visível do espectro eletromagnético porque é a única parte que os seres humanos enxergam a olho nu. Mas a luz visível é só uma pequena porção de um espectro muito mais amplo que inclui também radiações que não conseguimos enxergar, como a luz ultravioleta.

A radiação ultravioleta é emitida por superfícies de alta temperatura, como o Sol. Ela também pode ser produzida por lâmpadas fluorescentes especiais. A luz ultravioleta artificial é usada, por exemplo, para ajudar plantas a crescer e para matar germes e bactérias.

Efeitos sobre o corpo humano

A radiação ultravioleta pode ter diversos efeitos sobre o corpo humano. Um exemplo é a produção de vitamina D. A exposição moderada ao sol estimula a pele a produzir essa vitamina. O bronzeamento também é provocado pelos raios ultravioleta quando eles ativam a melanina, que é a substância responsável por dar cor à pele.

Queimaduras estão entre os efeitos negativos da radiação UV. Elas podem ser leves, deixando a pele vermelha e sensível, ou bastante graves, a ponto de produzir bolhas, inchaço, pus e descamação.

A exposição constante a uma grande quantidade de luz solar pode tornar a pele mais grossa e acelerar seu envelhecimento. Além disso, pessoas que tomam sol por longos períodos de tempo, sem a devida proteção, correm maior risco de desenvolver certas doenças de pele, como o câncer.

A camada de ozônio

Apenas cerca de 5 por cento da radiação eletromagnética emitida pelo Sol é ultravioleta. Apesar de pequena, essa quantidade seria suficiente para prejudicar gravemente a maioria das formas de vida na Terra caso atingisse totalmente a superfície do planeta. Felizmente, a camada de ozônio absorve a maior parte da radiação ultravioleta.

No entanto, essa camada apresenta falhas em certas partes da Terra, especialmente sobre a Antártica. Esse problema, conhecido como buraco na camada de ozônio, foi causado pela liberação de certas substâncias químicas na atmosfera, especialmente os gases chamados clorofluorcarbonetos (CFCs). Por muito tempo, itens comumente usados no dia a dia, como aerossóis, refrigeradores e ares-condicionados, foram responsáveis por liberar grandes quantidades desses gases. Em 1987, diversos países assinaram um acordo internacional, comprometendo-se a banir o uso de CFCs e de outras substâncias químicas prejudiciais à camada de ozônio.

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